Mãe de Assange quer que Austrália evite extradição

A mãe do fundador WikiLeaks, Julian Assange, de 40 anos, e seu advogado, iniciaram nesta quinta-feira pressão sobre o governo australiano a fim de que este intervenha para que Assange não seja extraditado do Reino Unido para a Suécia. Eles alegam que o fundador do site poderá não receber um julgamento justo.

Agência Estado

03 de novembro de 2011 | 02h32

O australiano Assange perdeu na quarta-feira uma batalha amarga para que sua extradição da Grã-Bretanha para a Suécia fosse bloqueada. Na Suécia ele deverá enfrentar processo por estupro e agressão sexual.

Dois juízes do Tribunal Superior de Londres rejeitaram os argumentos de Assange, que queria que sua extradição fosse considerada ilegal. Ele, por intermédio de seu site, vem divulgando, há algum tempo, dados secretos de diversos governos ao redor do mundo.

Assange tem 14 dias para levar o caso à Suprema Corte, a mais alta autoridade legal do Reino Unido. Seu advogado, Geoffrey Robertson, pediu para que as autoridades australianas entrem em cena. "Acho que Camberra pode ter de fazer algo sobre isso", frisou o advogado.

A mãe de Assange disse à imprensa da Austrália nesta quinta-feira que acredita que seu filho iria para a Suécia voluntariamente para lutar contra as acusações, desde que o governo australiano intermediasse um acordo que garantisse que ele não fosse extraditado para os EUA. As informações são da Dow Jones.

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