Reprodução/MySpace
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Mãe de atirador alegava ter orgulho do conhecimento do filho sobre armas

Laurel Harper escrevia em postagens na internet que mantinha armamentos em casa e que se orgulhava do entendimento que Chris Harper-Mercer tinha sobre o assunto

O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 09h15

ROSEBURG, OREGON - Quando um vizinho de Laurel Harper descobriu que um homem armado estava fazendo disparos na Faculdade Comunitária Umpqua, ele correu para avisá-la, sabendo que o filho dela, Christopher Harper-Mercer, estudava na instituição. Assim como outros pais, Laurel iniciou uma busca desesperada pelo filho, temendo que ele pudesse ser ferido. 

“Ela estava muito triste”, disse o vizinho, que pediu para não ser identificado. Mas enquanto ela saía de casa, o xerife e alguns policiais a interceptaram e contaram que seu filho era o atirador.

Laurel, que havia se divorciado do marido há 10 anos, parecia ter sido, de longe, a figura mais importante na vida conturbada de seu filho; vizinhos dizem que ele raramente deixava o apartamento.

Diferente de seu pai, que disse em um programa de televisão que não sabia que Mercer tinha um profundo conhecimento sobre armas, a mãe estava ciente sobre a fascinação do filho.

Em uma série de postagens na internet, Laurel, uma enfermeira registrada, disse que mantinha várias armas de fogo em casa e expressou orgulho em ter conhecimento sobre elas, assim como também se orgulhava que o filho entendesse muito do assunto.

Laurel comentou sobre as dificuldades em criar Mercer, que costumava bater com a cabeça na parede, e disse que ela e o filho sofriam da síndrome de Asperger, um transtorno na linha do autismo.

Ela havia tentado conversar com outros pais cujos filhos lidavam com problemas parecidos. Durante todo esse tempo, Laurel tinha esperança que seu filho poderia ser bem-sucedido na área de finanças ou como cineasta.

Laurel e o pai de Mercer, Ian Mercer, se separaram em 2006. Na semana passada, ele disse à rede CNN que o país deveria mudar as leis de acesso às armas e destacou que o massacre “não teria acontecido” se seu filho não tivesse conseguido comprar tantas pistolas e rifles.

No dia da tragédia, uma vizinha viu Laurel ao lado de fora do prédio conversando com os policiais. “Ela ainda estava negando”, disse a vizinha. “Ela agiu como uma enfermeira faria: como se fosse a vida de outra pessoa.” /THE NEW YORK TIMES

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