Mãe de criança resgatada no México não podia ver filho

A mãe de uma das 458 crianças libertadas na cidade de Zamora, no oeste do México, disse a repórteres que só podia ver seu filho três vezes ao ano. Segundo ela, Rosa del Carmen Verduzco, responsável pelo local onde eram mantidas as crianças libertadas pela polícia mexicana, garantiu-lhe que o preço para libertar o filho seria de US$ 2.800.

Agência Estado

16 Julho 2014 | 16h49

Verônica Gamina disse que ela mesma levou a criança ao local há quatro anos, quando seu filho tinha 9 anos de idade, porque não conseguia cuidar do menino devido ao seu trabalho.

A polícia resgatou as crianças, que eram alvo de abusos sexuais e forçadas a pedir por dinheiro nas ruas, na última terça-feira. Elas eram mantidas em uma casa coletiva em condições imundas, afirmou o procurador-geral Jesus Murillo Karam mais cedo. A polícia disse ter resgatado também 138 adultos.

Em coletiva de imprensa, Karam disse estar em "desânimo total", uma vez que não esperava as condições encontradas no local. Segundo ele, os moradores dormiam no chão, entre ratos, carrapatos e pulgas.

A polícia deteve a dona do imóvel, Rosa del Carmen Verduzco, e oito trabalhadores para questionamentos, informou o procurador.

As investigações tiveram início após cinco parentes apresentarem queixas no ano passado por não terem a permissão para visitar suas crianças no imóvel. Uma das reclamações foi feita por uma mulher que cresceu e teve dois filhos na casa, que opera há 40 anos. Tomas Ceron, chefe da agência de pesquisa criminal no escritório da procuradoria geral, disse que ela pode sair quando tinha 31 anos, mas afirmou que Verduzco manteve suas duas crianças. Fonte: Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
Méxicocriançasresgate

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.