Mãe de ex-premier Jospin decide "morrer com dignidade"

Morrer com serenidade e dignidade foi a solução encontrada por Mireille Jospin, a mãe do ex-primeiro ministro francês, Lionel Jospin, que decidiu abandonar a vida no último dia 6 de dezembro, aos 92 anos. Mireille integrava a Associação pelo Direito de Morrer na Dignidade (ADMD), que reúne 30 mil membros na França, tendo deixado uma carta datada da noite de 5 a 6 de dezembro. "Aos 92 anos, chegou a hora de partir antes que as deteriorações se instalem", escreveu a mãe do antigo chefe do governo, uma mulher que, apesar de sua idade, se destacava por sua plena lucidez e consciência, revelada ainda recentemente durante uma intervenção, na televisão francesa, que comoveu os telespectadores. Nessa carta, Mireille explica seu gesto ao afirmar que decidiu "abandonar esta vida, serena, mas triste de deixar os mais próximos, grandes e pequenos, os que ainda virão e os amigos", convencida ser essa a ordem das coisas, mesmo porque seu marido e seus filhos só lhe deram alegrias. Desde que seu gesto extremo foi revelado, o telefone da ADMD não pára de chamar. Pessoas estão interessadas em obter informações e documentação sobre o combate a favor da eutanásia ativa iniciado há mais de 20 anos. Um guia chegou a ser editado pela associação, mas sua circulação foi proibida por lei aprovada pelo Parlamento francês, reprimindo toda "incitação ao suicídio".

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