Mãe superprotetora perde guarda do filho na Itália

As mães superprotetoras e ansiosas a respeito dos filhos correm o risco de perder a guarda dos menores em caso de separação de seus respectivos cônjuges, segundo a sentença ditada pela Corte de Cassação italiana. O texto em questão confirmou a entrega da tutela de Lorenzo a seu pai, depois de os juízes rejeitarem o protesto da mãe que queria a guarda do filho após a dissolução de seu casamento.O tribunal confirmou a decisão tomada pelos juízes de mérito (da Corte de Apelação de Florença) que haviam ditado que "a conduta excessivamente apreensiva e superportetora da mulher" criava "problemas" para seu filho adolescente. A mulher, além disso, e antes de ser divulgada a sentença que confiou a guarda de Lorenzo ao pai, havia tentado por todos os meios impedir as relações entre pai e filho.Particularmente, a mãe do menino havia levado ao fracasso todas as tentativas dos consultores e terapeutas para que o jovem e seu pai pudessem manter uma relação serena apesar do clima de apreensão constantemente criado por ela.Os magistrados da Corte Suprema rejeitaram o recurso com o qual Stefania, a mãe, queria "voltar a apropriar-se" de Lorenzo, explicando-lhe que a guarda dos filhos é decidida com base no "critério fundamental do exclusivo interesse moral e material da prole, diante da qual a posição dos pais não se configura como um direito e, sim, como um encargo". Em si mesma, a tutela não é um direito e, sim uma espécie de "privilégio" a que tem direito o cônjuge mais apto a reduzir os danos provocados pela desagregação do núcleo familiar e assegurar o melhor desenvolvimento possível da personalidade do menor, no contexto de vida mais adequado a satisfazer suas exigências familiares, morais e psicológicas".A respeito, os juízes lembraram à mãe que foram realizadas "três consultas técnicas para identificar o cônjuge mais apto para a tutela de Lorenzo" - isto sem falar de "ulteriores intervenções específicas de psiquiatras e psicoterapeutas". Com base em todos estes estudos, a Justiça concluiu que a superproteção de Stefania em relação ao filho acabou provocando nele pelo menos uma série de problemas que não apareciam em seu relacionamento com o pai.

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