Mafioso siciliano preso por matar a filha

Antonino ?Nino? Pipitone, um chefe da máfia siciliana, foi acusado de mandar matar a própria filha, Rosalia, nos anos 80, porque ela traía o marido. A mulher foi morta durante um assalto, simulado por assassinos mafiosos na cidade de Palermo, no sul da Itália. A ordem de prisão domiciliar chegou hoje a Pipitone, que tem 70 anos. Ele é o chefe da máfia em Acquasanta, na Sicília. Os detalhes do crime foram revelados por ?mafiosos regenerados?, como Giovanni Brusca e Nino Giuffré. As declarações dos dois permitiram a reabertura do caso, encerrado por falta de provas há anos.Na Cosa Nostra - a máfia siciliana -, disseram os ?regenerados?, a verdade sobre a morte de Rosalia Pipitone, de 25 anos, casada com um homem que lhe fora imposto pelo pai, foi deduzida imediatamente após o crime. Outro ex-mafioso, Francesco Marino Mannoia, havia dito, há anos, a juízes, que o assalto à clínica onde Rosalia estava, quando foi morta, havia sido simulado. Também disse que o chefe mafioso de Acquasanta soube que sua filha era infiel, e contou detalhes da contratação dos assassinos.Mas as declarações de Mannoia não foram suficientes, e o caso acabou sem conclusão, até que Brusca voltou a falar sobre o crime. Foi Antonino Pipitone quem deu a ordem, disse a policiais. O chefão sabia que a filha se encontrava às escondidas com um primo, e mandou que dois cúmplices a matassem. Alguns dias depois, o primo se matou, atirando-se de uma sacada.

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