Magna pode demitir 10.500 pessoas após comprar Opel

A fabricante de autopeças Magna e o banco russo Sberbank pretendem cortar 10.500 empregos na Europa após a compra das montadoras Opel e Vauxhall, afirmou o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, citando um porta-voz da Magna.

AE-DOW JONES, Agencia Estado

12 de setembro de 2009 | 19h12

Outra publicação alemã, o Der Spiegel, afirmou sem citar fontes que seriam cortados 4.100 empregos apenas na Alemanha, "3 mil deles no setor de produção e 1.100 no administrativo".

O ministro de economia da Alemanha, Karl-Theodor zu Guttenberg, também disse que pode haver mais cortes de emprego do que o originalmente anunciado. Desde o início do ano, segundo ele, "já se sabia entre as partes envolvidas que o número (de demissões) mencionado pela Magna era relativo apenas ao setor de produção", afirmou o ministro em uma entrevista ao jornal alemão Bild am Sonntag.

Anteriormente, a Magna indicou que cortaria cerca de 10 mil dos 50 mil funcionários da Opel e da Vauxhall - unidades europeias da General Motors.

A Opel - que possui quatro fábricas na Alemanha - emprega cerca de 7 mil pessoas na Espanha, 5.500 na Bélgica, 1.800 na Itália, 1.600 na Áustria e 1.500 na França, segundo o site da General Motors Europa. A Vauxhall emprega 4.700 pessoas no Reino Unido.

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