Magnata egípcio do aço é condenado a 10 anos

Um dos mais importantes magnatas do aço no Oriente Médio foi sentenciado nesta quinta-feira no Cairo a 10 anos de prisão em um caso de corrupção que envolve o ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, e seus dois filhos Gamal e Alaa. O empresário Ahmed Ezz, outrora uma figura de destaque no partido governista de Mubarak, escutou a sentença de dentro de uma jaula. Além dos dez anos de prisão, Ezz terá que pagar uma multa de US$ 110 milhões. O ex-funcionário público Amr Assal também foi sentenciado a 10 anos de prisão e terá que pagar a multa junto com Ezz. Ambos podem apelar das sentenças.

AE, Agência Estado

15 Setembro 2011 | 16h25

Também nesta quinta-feira foi condenado o ex-ministro do Comércio do Egito, Rachid Mohammed Rachid, que permanece foragido. Ele foi sentenciado à revelia a 15 anos de prisão e deverá pagar uma multa de US$ 237 milhões, condenado por ter aprovado licenças para a construção de siderúrgicas por Ezz, sem realizar nenhum tipo de concorrência pública.

As sentenças desta quinta-feira também revogam as licenças de operação expedidas pelo governo Mubarak para a Egyptian Iron and Steel Co, empresa de Ezz.

Ezz foi detido em fevereiro, logo após a queda de Mubarak. Entre as demandas dos manifestantes que derrubaram o regime de Mubarak, está a de que magnatas que enriqueceram ilicitamente na era Mubarak sejam levados a julgamento. Grupos de ativistas acusam que funcionários públicos graduados e tycoons de vários setores empresariais do Egito enriqueceram ilicitamente sob a era Mubarak e com o beneplácito da família presidencial.

Ezz, por exemplo, era acusado de monopolizar a indústria siderúrgica do Egito. Ele e vários ex-funcionários públicos e empresários, incluídos os dois filhos de Mubarak, estão presos na penitenciária Tora do Cairo.

Também nesta quinta-feira, foi aberto o julgamento do ex-ministro do Petróleo, Sameh Fahmy, e de seis outros acusados de assinarem um acordo para venda do gás natural egípcio a Israel. A promotoria alega que esse acordo prejudicou os interesses nacionais do Egito, uma vez que o gás foi vendido a Israel por preços bem abaixo do mercado na era Mubarak. Segundo a acusação, o empresário Hussein Salem, amigo de Fahmy, embolsou US$ 336 milhões com o acordo. Salem fugiu do Egito no final da era Mubarak e acredita-se que está na Espanha. Ele é julgado à revelia.

As informações são da Associated Press.

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