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Maior parte das doses de radiação em Fukushima está normal

Picos causados por acidente nuclear estavam abaixo dos níveis que podem causar câncer, de acordo com OMS

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23 Maio 2012 | 09h31

GENEBRA - Picos de radiação causados pelo acidente nuclear de Fukushima estavam abaixo dos níveis que podem causar câncer em quase todo o Japão, e os países vizinhos tinham níveis de radiação semelhantes ao cenário normal, disse a Organização Mundial de Saúde (OMS) na quarta-feira, 23.

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Em um relatório preliminar usando premissas conservadoras, especialistas independentes afirmaram que as pessoas em apenas dois locais no município de Fukushima podem ter recebido uma dose entre 10 e 50 millisieverts (mSv) no ano após o acidente na usina operada pela Tepco.

Populações expostas a radiação apresentam maiores chances de contrair câncer após receberem doses superiores a 100 mSv, de acordo com a agência de saúde da Organização Nações Unidas. O limite para a síndrome de radiação aguda é cerca de 1 Sv (1000 mSv).

"Uma dose média mundial por ano de radiação no cenário natural é cerca de 2,4 mSv, com uma margem típica entre 1 e 10 mSv em várias regiões do mundo", disse o relatório.

No resto da província de Fukushima, a dose efetiva foi estimada dentro da faixa de dose entre 1 e 10 mSv, enquanto as doses de radiação na maior parte do Japão estavam em apenas 0,1 a 1 mSv. No resto do mundo, as doses eram inferiores 0,01 mSv ou menos.

O terremoto e tsunami do 11 de março de 2011 destruíram a usina nuclear de Fukushima Daiichi, provocando vazamentos nos reatores nucleares que causaram a contaminação e a retirada forçada em massa da população local.

"As doses não foram estimadas para a zona dentro de 20 quilômetros do local da Daiichi Fukushima, porque a maioria das pessoas da região foi retirada rapidamente e uma estimativa precisa da dose para estes indivíduos exigiria dados mais precisos do que os que estavam disponíveis", apontou o relatório.

Os peritos basearam a sua avaliação sobre os dados disponíveis até setembro do ano passado sobre a quantidade de radioatividade no ar, solo, água e alimentos após o desastre.

(Reportagem de Stephanie Nebehay e Tom Miles)

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