Maior partido da oposição argentina está à beira do racha

A União Cívica Radical (UCR) - o segundo maior partido do país e o principal grupo de oposição ao presidente Néstor Kirchner - concluiu neste fim de semana sua turbulenta Convenção, que a coloca à beira do racha. No comunicado emitido no encerramento, Kirchner é acusado de ser um "déspota eletivo" e de exercer um "antiquado populismo".A convenção decidiu oferecer ao ex-ministro da Economia, Roberto Lavagna, a formação de uma chapa com a UCR para as eleições presidenciais de 2007. A idéia é que o ex-ministro, que possui boa imagem na população e nos mercados, seja o candidato a presidente, enquanto que os radicais designariam o vice.A convenção também determinou que os radicais que apoiarem a reeleição de Kirchner serão expulsos. Desta forma, a UCR passará por um substancial racha, já que um amplo setor, denominado de "radicais-K" (pela simpatia com Kirchner), constituído pelos seis governadores das províncias controladas pela UCR, além de vários parlamentares, ficaria de fora do centenário partido. Ironicamente, os integrantes da UCR que apóiam Lavagna, são chamados "radicais-L".Uma das principais lideranças dos "radicais-K" - ou os radicais que aceitaram a proposta de "Concertação" do governo - é o governador Luis Cobos, de Mendoza. Ele seria o vice na chapa com Kirchner. Enquanto a UCR realizava sua convenção em Rosario, os radicais-K convocaram uma reunião, para setembro, na cidade de Córdoba, na qual se formalizará como grupo dissidente.

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