Maioria anti-síria pede boicote à greve no Líbano

A maioria parlamentar anti-síria pediu neste domingo que os libaneses trabalhem normalmente na terça-feira, dia em que a oposição convocou uma greve geral para forçar a renúncia dogoverno do primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora. Em comunicado, Saad Hariri, chefe do maior grupo parlamentar, pediu aos libaneses que ignorem a greve da oposição, liderada pelo Hezbollah, e solicitou que "façam um esforço adicional em seu trabalho, como resposta eficaz à chamada à greve". Hariri, filho e herdeiro político do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, pediu que ocorra normalmente o trabalho nos "colégios, empresas e instituições comerciais, já que isso é uma responsabilidade nacional devido às circunstâncias excepcionais noLíbano". Em 1º de dezembro, a oposição começou uma manifestação simbólica ininterrupta no centro de Beirute, e afirma que continuará sua mobilização até conseguir a queda do governo. Segundo a oposição, "a situação não se estabilizará no Líbano sem o surgimento de uma autoridade nacional que abra uma nova etapa,através de uma nova e justa lei eleitoral e eleições parlamentares antecipadas". Pedidos semelhantes ao de Hariri foram lançados pelos outros líderes da maioria, entre eles o ex-presidente Amin Gemayel, o líder druso Walid Jumblatt e o cristão Samir Geagea. Este último afirmou que a oposição tem o direito de convocar uma greve, e também os libaneses de ir trabalhar. "Veremos a popularidade de cada um", acrescentou. Os comitês de comerciantes de Beirute, Trípoli (norte) e Sidon (sul), assim como instituições privadas, anunciaram que consideram a terça-feira "um dia normal de trabalho".

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