Maioria de mortos no Paquistão é estrangeira

Dois atacantes lançaram granadas dentro de uma igreja protestante cheia de fiéis neste domingo em Islamabad, causando a morte de cinco fiéis, incluindo dois americanos, e ferindo mais de 45 pessoas, estrangeiras em sua maioria.O presidente paquistanês, general Pervez Musharraf, condenou o ataque como um "espantoso ato de terrorismo". O mandatário americano, George W. Bush, também qualificou o atentado como um ataque terrorista e se comprometeu a colaborar com o governo paquistanês para encontrar os responsáveis e levá-los à Justiça. Em uma declaração, condenou os "atos de assassinato que não podem ser tolerados por nenhuma pessoa consciente, nem justificados por causa alguma".Trata-se do segundo ataque contra cristãos no Paquistão desde os atentados terroristas de 11 de setembro nos EUA, que levaram o Paquistão a retirar seu apoio ao Taleban, que governava o Afeganistão, e apoiar a coalizão antiterrorista liderada pelos EUA.Dezenas de policiais e soldados rodearam a Igreja Protestante Internacional, situada em um setor diplomático fortemente vigiado da capital paquistanesa, a cerca de 1 quilômetro da embaixada dos EUA. Várias ambulânicas e equipes de socorro acorreram ao local.A embaixada americana identificou duas cidadãs americanas mortas como Barbara Green e sua filha Kristen Wormsley. Green e seu esposo Milton trabalhavam na legação diplomática - ela, numa função administrativa, e ele, na divisão de computação.Também morreram um afegão, um paquistanês e uma pessoa cuja nacionalidade não foi estabelecida, informou a agência governamental de notícias do Paquistão. Entre os feridos estão 12 paquistaneses, 10 americanos, 5 britânicos, 5 iranianos, um iraquiano, um etíope e um alemão, informaram a polícia e o Alto Comissariado Britânico.O governo disse que entre os feridos também havia afegãos, suíços, australianos e canadenses. Seis ou sete deles estavam em estado grave, segundo o juiz do distrito, Tariq Mehmood Jan.As testemunhas disseram que os atacantes entraram na igreja pela parte traseira, quando terminava o ofício religioso, e atiraram as granadas contra os cerca de 70 fiéis. Três granadas explodiram, e os dois homens fugiram, apesar da presença do pessoal de segurança.Embora nenhum grupo tenha reivindicado o atentado, suspeita-se dos milicianos islâmicos, enfurecidos pelo fato de o presidente Musharraf ter reprimido o extremismo islâmico.

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