Maioria dos americanos apoia medida

WASHINGTON - Enquanto algumas regiões conservadoras - especialmente no Sul e Meio-Oeste dos Estados Unidos - aumentam as restrições à prática do aborto, outras mais progressista - como nas duas costas do país - reforçam o acesso a ela e permitem o uso de recursos públicos estaduais para seu financiamento.

CLÁUDIA TREVISAN, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2015 | 02h01

Os que realizam a cruzada contra o aborto ganharam terreno nos últimos quatro anos e conseguiram impor restrições em 27 dos 50 Estados americanos. Em 18 deles, o cenário é "extremamente hostil", segundo avaliação do Guttmacher Institute, que defende direitos reprodutivos femininos. Essa categoria inclui Estados que possuem seis ou mais medidas restritivas ao aborto.

Pesquisa realizada pelo Pew Research em 2013 mostrou que 63% dos americanos não gostariam que a Suprema Corte revertesse completamente a decisão Roe vs. Wade, de 1973, que legalizou o aborto nos EUA.

O fato de que a maioria da população apoia Roe vs. Wade faz com que Lindsay Rodriguez, gerente de comunicação do National Network of Abortion Funds, tenha uma visão otimista sobre a manutenção do aborto nos EUA no longo prazo.

Por enquanto, porém, ela sente o fogo cerrado dos opositores da prática e diz que as restrições adotadas em vários Estados atingiram de maneira desproporcional as mulheres de baixa renda. / C.T.

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