Maioria dos americanos aprovam espionagem

Mais da metade dos americanos se mostraram favoráveis a que o Governo conte com uma ordem judicial para obter informações secretas de seus cidadãos, segundo uma pesquisa feita pela empresa Ipsos junto com uma rede de notícias e que foi divulgada neste domingo.A enquete sobre a controvertida espionagem, qualificada como inconstitucional pelos grupos de defesa dos direitos civis, foi feita entre 3 e 5 de janeiro, com 1.001 adultos americanos dos quais 856 estão registrados para votar.O senador republicano Arlen Specter, que preside o Comitê Judicial, disse que quer promover audiências sobre o assunto em fevereiro. Specter disse ter convidado para essas audiências o secretário de Justiça, Alberto Gonzales. O Departamento de Justiça anunciou na última semana que promoverá uma investigação sobre este escândalo.O presidente Bush reiterou que a espionagem eletrônica e de ligações telefônicas é vital para a segurança dos EUA na campanha contra o terrorismo.Na pesquisa publicada neste domingo, 56 adultos se disseram favoráveis a que a Casa Branca obtenha uma ordem judicial para poder efetuar essa tarefa secreta tanto em nível nacional como internacional, enquanto 42% indicou que essa autorização não é necessária.Dois terços dos indagados com idades entre 18 a 29 anos opinaram que a administração de Washington deve contar com uma ordem judicial para este objetivo. O Governo dos EUA reiterou que seu criticado programa de espionagem eletrônica sobre os americanos e no exterior se justifica pela luta contra o terrorismo.A Agência de Segurança Nacional (NS) compartilhou com outros organismos de Washington dados obtidos mediante espionagem eletrônica no exterior, o que provocou um debate sobre a violação dos direitos civis dos americanos e das leis internacionais.A Corte de Vigilância da Inteligência Internacional criada pelo Congresso exigiu um resumo do programa autorizado em 2002 pelo presidente Bush. O documento pode ser recebido pelo tribunal hoje, segundo disse hoje o jornal The Washington Post.

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