AP Photo/Pablo Martinez Monsivais
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Maioria dos médicos dos EUA é contra fim do Obamacare

Enquanto 74% do entrevistados defendem que a iniciativa deve ser reformada, mas não eliminada, apenas 15% querem que o programa seja completamente extinto

O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2017 | 11h14

WASHINGTON - A maioria dos médicos dos Estados Unidos é contra a decisão do presidente Donald Trump de acabar com a reforma de saúde promovida por Barack Obama e acredita que a iniciativa deve ser melhorada, e não eliminada, de acordo com um estudo publicado na quarta-feira, 25.

A pesquisa divulgada no New England Journal of Medicine entrevistou 423 médicos da American Medical Association's Physician Masterfile, uma base de dados com mais de 1,4 milhão de doutores, residentes e estudantes dos Estados Unidos, selecionados de maneira aleatória.

"O que ouvimos é que a maioria dos médicos de atenção primária está aberta a mudanças na lei, mas esmagadoramente contra sua completa derrogação", disse o principal autor da pesquisa, Craig Pollack, professor associado de Medicina na Johns Hopkin University School of Medicine.

Apenas 15% dos médicos entrevistados apoiam a extinção do Obamacare. Enquanto isso, 74% se mostraram favoráveis a mudanças, "como criar uma opção pública como o Medicare para completar com planos privados, pagando os médicos por valor, em vez de por volume, e aumentar o uso de contas de poupança de saúde", relata a enquete.

Apenas 29% dos médicos são a favor de aumentar o uso dos seguros de saúde com altas deduções: os pacientes pagam cotas mensais baixas para a cobertura médica, mas têm de desembolsar anualmente milhares de dólares pelos serviços médicos até completar o valor dedutível.

Uma das primeiras ações de Trump como presidente foi firmar, em 20 de janeiro, uma ordem executiva com o objetivo de limitar a "carga financeira" do Obamacare. / AFP

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