Maioria dos palestinos vive na linha da pobreza, diz pesquisa

Aproximadamente 70% dos palestinos - 2,5 milhões de pessoas - vivem atualmente na linha da pobreza, definida como uma família de seis pessoas com renda mensal de até US$ 400. A informação consta de pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Agência Central de Estatísticas da Palestinas sobre os danos causados à economia palestina após quase três anos de conflito com Israel.Quando a violência começou, em 28 de setembro de 2000, mais de 100 mil palestinos perderam empregos dentro de Israel em decorrência do fechamento de postos militares de checagem, pelo temor de que militantes extremistas entrassem no Estado judeu. A situação criou um estilo de vida precário e obrigou a maior parte das pessoas a recorrer à agricultura de subsistência e a trabalhos ocasionais.Segundo o relatório, a maioria dos 3,5 milhões de palestinos que vivem na Cisjordânia e na Faixa de Gaza dependem de benefícios do governo, auxílio de familiares e ajuda alimentar da Organização das Nações Unidas (ONU) e de outras entidades internacionais.A pesquisa, feita em abril, tomou como amostra 3 mil famílias palestinas. O levantamento também mostra que a renda média mensal da família palestina despencou de US$ 570 para US$ 320. Sondagem conduzida em março pela ONU detectou um número similar de palestinos na linha da pobreza (60%) e alertou para o risco de que algumas comunidades poderiam ficar totalmente dependentes de ajuda externa. Os números da ONU deverão ser atualizados na próxima semana.

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