Mais 2 dirigentes foram presos na Bolívia, diz opositor

O governo boliviano prendeu mais dois dirigentes opositores na região amazônica de Pando. A dupla é acusada de participação em um confronto que deixou 15 mortos, a maioria campesinos partidários do presidente do país, Evo Morales. Edgar Balcázar, um funcionário do Departamento (Estado) de Pando, afirmou que os conselheiros foram detidos por militares, ontem. Com eles, sobe para 15 o número de presos pelas mortes, segundo Balcázar. O governo afirma que foram 13 os detidos. Balcázar deu a declaração da cidade brasileira de Brasiléia, vizinha a Cobija, capital de Pando. O funcionário se refugiou no Acre após o governo declarar estado de sítio no departamento boliviano, em meio aos protestos dos oposicionistas. Os dois conselheiros eram colaboradores próximos do governador de Pando, Leopoldo Fernández, atualmente detido em La Paz. Fernández foi acusado de genocídio pelo governo. Onze funcionários do governo de Pando, ao norte da capital boliviana, já foram levados a La Paz, onde seguem detidos. Dezenas de partidários do governador do Departamento se refugiaram em cidades brasileiras, temendo represálias. O ministro da Defesa, Walker San Miguel, disse que a Bolívia pedirá a deportação dos envolvidos no "massacre". As declarações foram feitas em Brasília, onde ele se reuniu com o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim. Uma comissão da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) chegará na segunda-feira ao país para iniciar uma investigação. Outro grupo, do Congresso boliviano e integrado pelas diferentes correntes políticas, também estará em Pando para apurar o caso.

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