Mais 3 dissidentes cubanos chegarão à Espanha na sexta-feira

Políticos não pertencem ao grupo que foram presos e condenados durante a Primavera Negra

Efe

19 de novembro de 2010 | 04h02

HAVANA - Após serem libertados na quinta-feira, três presos cubanos que não pertencem ao "Grupo dos 75" chegarão nesta sexta-feira, 19, a Madri, entre eles Adrián Alvarez, o prisioneiro por motivos políticos há mais tempo recluso na ilha.

"Adrián está muito contente e desesperado para sair", declarou à o pai do preso político, que tem o mesmo nome do filho detido há 25 anos.

Adrián, de 44 anos, foi preso em 1985, acusado de atos contra a segurança do Estado e espionagem e condenado a 30 anos de detenção.

Além do pai, viajam com o dissidente outros sete familiares. Também chegarão a Madri nesta sexta-feira Ramón Fidel Basulto García e Joel Torres González, levando a 50 o número de presos cubanos amparados em território espanhol desde que começaram as libertações, em julho deste ano. O processo foi iniciado após o diálogo aberto entre o Governo cubano e o Arcebispado de Havana, com o apoio da Espanha.

Acusado de "pirataria", por ter roubado uma lancha para abandonar ilegalmente a ilha, Basulto García cumpria uma condenação de 30 anos. Pelo mesmo motivo, Torres González cumpria pena de 10 anos.

Os três presos políticos não pertencem ao "Grupo dos 75" dissidentes que foram presos e condenados durante a "Primavera Negra", em 2003.

Dos presos amparados na Espanha, há 39 dos 52 dissidentes integrantes do "Grupo de 75" que estavam presos, e é esperada para os próximos dias a libertação de mais um.

Dos 12 restantes, 11 seguem detidos. A exceção é Arnaldo Ramos Lauzurique, que foi libertado em 13 de novembro e rejeitou seu exílio, preferindo ficarem Havana.

Também encontraram abrigo na Espanha oito presos que não estão nesta lista dos 52.

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