Mais 6 prisioneiros políticos cubanos vão deixar o país

A Igreja Católica de Cuba revelou hoje os nomes de mais seis prisioneiros políticos que deixarão o país rumo ao exílio na Espanha sob o acordo com o governo do presidente Raúl Castro. Os homens estão entre os 75 dissidentes detidos em março de 2003, em uma ação contra a oposição, e sentenciados a longas penas de prisão.

AE-AP, Agência Estado

24 de agosto de 2010 | 13h06

Em 7 de julho, Havana concordou em libertar os 52 opositores que ainda estavam detidos após a ação de 2003. As novas liberações vão elevar para 32 o número de prisioneiros libertados sob o acordo. Um deles se estabeleceu no Chile, mas os demais seguiram para a Espanha.

Um comunicado de Orlando Marquez, ligado à Igreja Católica, diz que os próximos a serem libertados são Victor Arroyo Carmona, Alexis Rodriguez Fernandez, Leonel Grave de Peralta Almenares, Alfredo Dominguez Batista, Prospero Gainza Aguero e Claro Sanchez Altarriba.

Tanto Cuba quanto a Igreja dizem que a libertação de todos os 52 opositores vai levar meses, mas o anúncio de hoje significa que após cerca de seis semanas apenas 20 continuam atrás das grades.

Alguns prisioneiros políticos cubanos receberam a oferta de liberdade, mas se recusaram a deixar o país. Não está claro se os libertados a partir de agora serão exilados ou se alguns receberão autorização para permanecer em Cuba.

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