Mais 70 vítimas dos conflitos étnicos no Quirguistão são identificadas

Número de mortos sobre para 367 e pode chegar a 2 mil, segundo presidente; ONU alerta para novos conflitos

Efe

30 de junho de 2010 | 09h34

BISHKEK - Foram identificados os cadáveres de outras 70 pessoas que não figuravam na lista oficial de vítimas fatais dos choques étnicos que aconteceram entre os últimos dias 11 e 14 no sul do Quirguistão, anunciaram nesta quarta-feira, 30, autoridades locais quirguizes.

 

"Estas pessoas não estavam incluídas na lista oficial de vítimas mortais provocadas pelos enfrentamentos", disse à agência russa Interfax um porta-voz do Ajuntamento de Osh, cidade meridional quirguiz onde aconteceram os conflitos.

 

Os últimos dados do Ministério da Saúde do Quirguistão cotavam em 297 os mortos nos choques entre quirguizes e usbeques, mas com este anúncio o total subiria a 367.

 

Segundo o porta-voz do Ajuntamento de Osh, as autoridades descobriram uma fossa comum na qual poderia haver até 150 cadáveres.

 

A presidente interina do Quirguistão Rosa Otunbáyeva, havia advertido que o número real de mortos poderia alcançar dois mil, já que muitas das vítimas fatais puderam ser sepultadas sem que os óbitos tivessem sido registrados pelas autoridades médicas.

 

Nova crise

 

Ao mesmo tempo que o número oficial de mortos aumento, a ONU expressa sua preocupação com a possibilidade de uma nova crise no Quirguistão. A organização afirmou nesta quarta-feira que apesar da aparência de calma no sul do país, todos devem estar preparados para um novo episódio de violência que poderia acontecer antes das eleições parlamentares em outubro.

 

O representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Jonathan Veitch, disse em Genebra que "definitivamente existem as condições para outro potencial episódio de violência".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.