Mais cinco civis são mortos em violência na Síria

Forças de segurança sírias mataram a tiros cinco civis na província de Homs nesta segunda-feira, um dia depois de pelo menos 30 pessoas terem morrido em episódios de violência na região central do país, afirmou o Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo sediado em Londres.

AE, Agência Estado

05 de dezembro de 2011 | 12h40

O grupo também informou que soldados amotinados mataram quatro integrantes das forças de segurança, dentre eles um oficial, em Dael, província de Deraa. Um caminhão do governo também foi incendiado durante o ataque desta segunda-feira, informou o Observatório, acrescentando que centenas de forças sírias foram enviadas à cidade, onde estavam acontecendo ataques e prisões.

As forças governamentais detiveram 18 estudantes, oito deles na cidade costeira de Jabla, por supostamente terem insultado o presidente Bashar Assad, durante a repressão contra dissidentes.

Outro grupo de ativistas informou que as autoridades sírias prenderam a blogueira Razan Ghazzawi na fronteira com a Jordânia quando ela se dirigia a Amã para participar de uma reunião sobre liberdade de imprensa.

"Quatro civis foram mortos e cinco feridos quando disparos foram feitos de um posto de segurança contra um funeral na cidade de Deir Balaa, nas proximidades de Homs", diz um comunicado do Observatório recebido em Nicósia.

Um quinto civil foi morto a tiros por forças de segurança perto do hospital público da cidade.

O Observatório também divulgou a perseguição a estudantes universitários por estudantes favoráveis ao regime e forças de segurança na cidade costeira de Latakia. O grupo também afirmou que 30 estudantes da Universidade Tishrin em Latakia, berço dos protestos contra o regime, foram detidos e outros 60 foram expulsos.

O relatório não diz quando as prisões ocorreram, mas destacou que "esses estudantes foram ameaçados por seus colegas, sujeitos a pressão, abusos e insultos da parte de pessoas leais ao governo".

Os relatos sobre novos derramamentos de sangue e detenções ocorrem no momento em que o Ministério de Relações Exteriores diz ter "respondido positivamente" ao pedido a Liga Árabe para permitir que observadores façam parte da um plano de paz para encerrar o levante. As informações são da Dow Jones.

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