Mais cinco são condenados à morte por revoltas em Xinjiang

Confrontos entre chineses das etnias han e uigur deixaram pelo menos 200 mortos e 1,6 mil feridos em julho

Efe e Associated Press,

03 de dezembro de 2009 | 12h12

Cinco pessoas detidas por assassinato e participação nas revoltas de julho em Urumqi, em Xinjiang (China), foram condenadas à morte pelo tribunal da cidade, informou nesta quinta-feira, 3, a agência oficial de notícias Xinhua. Além disso, outras duas pessoas foram condenadas à prisão perpétua.

 

Os cinco condenados à morte se juntam aos nove já executados por diferentes crimes relacionados às revoltas étnicas de julho entre chineses han e uigures, que terminaram com a morte de pelo menos 200 pessoas e mais de 1,6 mil feridos, segundo dados do governo chinês.

 

A agência não deu o nome nem a etnia dos condenados à morte. As informações sobre os detidos nas revoltas, entretanto, apontam que a maioria eram uigures.

 

Xinjiang foi habitada durante séculos pelos uigures, etnia de credo muçulmano, até que os colonos chineses começaram a chegar à região, após a ocupação das tropas comunistas, em 1949, e especialmente nas últimas duas décadas, até se transformar na metade dos habitantes.

 

Os uigures acusam o governo chinês de reprimir e segregar sua etnia e de torturar membros desse grupo ou executá-los sob falsas acusações de terrorismo.

 

A China é o país onde são ditadas mais sentenças de morte ao ano, com 1,067 mil execuções em 2008, mas o número real fica acima de 8 mil, segundo legisladores chineses.

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