Mais de 1,4 mil pessoas foram presas em protestos na China

Violento levante étnico em Xinjiang terminou com 156 mortos e mais de 800 feridos no último domingo

Associated Press,

06 de julho de 2009 | 21h47

A polícia chinesa prendeu 1.434 pessoas suspeitas de conexão com os protestos ocorridos no domingo em Urumqi, capital da província de Xinjiang, que deixaram pelo menos 156 mortos e mais de 800 feridos, segundo um balanço oficial, anunciou nesta segunda-feira, 6, a agência oficial Nova China. O episódio foi o mais violento levante étnico em décadas a atingir a região.

 

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No domingo, entre mil e três mil uigures participaram dos protestos, que a certo momento se descontrolaram e viraram uma anarquia. Os relatos diferem sobre como irrompeu a violência. Testemunhas e a mídia da província afirmam que a violência começou somente quando a polícia apareceu para dispersar uma manifestação pacífica dos uigures, que pedia justiça para dois trabalhadores da etnia mortos no mês passado, após uma luta com colegas de trabalho da etnia han, numa fábrica no sul da China.

 

Os manifestantes atacaram casas e veículos, montaram barricadas e entraram em choque com a polícia em Urumqi, de acordo com relatos da mídia e testemunhas. A televisão estatal chinesa exibiu imagens de pessoas sendo derrubadas e chutadas por manifestantes nas ruas. Outras pessoas, que pareciam chineses Han, mostravam suas faces perplexas cobertas de sangue. Não existem muitas informações sobre o motivo de tantas pessoas terem sido mortas.

 

As tensões entre os turcos uigures e os chineses Han têm crescido na província de Xinjiang, uma região rica em minerais e petróleo que faz fronteira com oito países da Ásia Central. Muitos uigures querem a independência e alguns militantes conduzem uma campanha separatista violenta contra a China.

 

Os uigures formam a maioria da população da província de 20 milhões de habitantes, mas já não predominam na capital provincial, Urumqi, de 2,3 milhões. Atualmente, Urumqi é uma cidade principalmente chinesa, que atraiu centenas de milhares de chineses han nos últimos anos. Isso é uma fonte de frustrações para os nativos uigures, que dizem ser protelados pelos Han nos empregos. 

 

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