AFP PHOTO / PATRICIA DE MELO MOREIRA
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Mais de 1 mil bombeiros tentam conter 11 incêndios florestais em Portugal

Em Abrantes, densas colunas de fumaça se elevavam ao céu na região, cobrindo praticamente todo o horizonte diante da cidade

O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2017 | 15h02

ABRANTES, PORTUGAL - Ao menos 1,6 mil bombeiros lutavam contra as chamas na quinta-feira 10 em 11 incêndios florestais no centro e no norte de Portugal, informou a Defesa Civil.  

A principal fonte de preocupação é um incêndio na região de Abrantes, no centro do país, que foi controlado pelos bombeiros após a meia-noite.

De um total de 62 incêndios florestais registrados, 11 deles seguiam avançando, enquanto os demais estavam sob controle ou perdiam força, segundo o site da Defesa Civil.

Em Abrantes, na região de Santarém, cerca de 100 km a nordeste de Lisboa, mais de 800 bombeiros, auxiliados por 250 veículos, lutavam contra as chamas, que chegaram aos arredores da cidade. Densas colunas de fumaça se elevavam ao céu na região, cobrindo praticamente todo o horizonte diante da cidade cercada pelas chamas.

Os povoados de Braçal, Medroa e Amoreira também foram esvaziados durante a tarde, enquanto alguns habitantes tentavam ajudar os bombeiros com baldes de água e mangueiras, de acordo com imagens de uma emissora portuguesa.

As autoridades proibiram o acesso à rodovia A23 e a outras estradas nacionais, diante da ameaça de incêndios que mudam rapidamente de direção em meio à seca e aos fortes ventos.

Na região de Mealhada, as chamas provocaram o fechamento da autoestrada A1 - a principal de Portugal, que liga Lisboa ao Porto - em um trecho de 30 km. A A14 também foi bloqueada em um trecho de cerca de 10 quilômetros.

Em Grandola, na região de Setúbal, outro incêndio interrompeu o tráfego ferroviário da Linha Sul, que liga Lisboa ao Algarve. "Enfrentamos incêndios de grande complexidade, com ventos inconstantes e temperaturas elevadas", explicou em entrevista coletiva a porta-voz da Defesa Civil Patricia Gaspar. As mesmas condições meteorológicas se manterão até domingo.

Em meados de junho, um gigantesco incêndio em Pedrógão Grande deixou 64 mortos e mais de 200 feridos no centro de Portugal. / AFP

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