Mais de 1 milhão de iraquianos deixaram suas casas desde 2003

Cerca de 890 mil iraquianos fugiram para a Jordânia, Irã e Síria e mais de outros 300 mil abandonaram suas casas para outras regiões do Iraque a fim de fugir da violência desde a queda de Saddam Hussein, em 2003. Mas a tendência se intensificou dramaticamente nos últimos seis meses de confrontos entre xiitas e sunitas, informou o ministro da Imigração, Abdul-Samad Sultan.Os confrontos têm solidificado a divisão sectária do país de cerca de 30 milhões de habitantes. Os que se mudaram para outras partes do Iraque procuraram comunidades onde sua seita islâmica - xiita ou sunita - é majoritária, acrescentou."Esperávamos que a situação nos ajudaria depois da queda de Saddam. Mas, infelizmente, os planos dos saddamistas e dos terroristas abalaram o novo Iraque", disse Sultan. "Este é o objetivo dos terroristas, criar bolsões xiitas e sunitas e mudar a demografia do Iraque".De acordo com o ministro, conseguir o fim do deslocamento forçado das pessoas "depende do êxito do plano de reconciliação nacional" promovido pelo primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e que começou a ser aplicado há dois meses.Sultan disse que os recursos destinados pelo Conselho de Ministros para ajudar as famílias que abandonaram suas casas chegam a US$ 6 milhões, quantia que aumentará para US$ 10 milhões.O ministro disse que o número de deslocados inclui cerca de 1.000 cristãos e seguidores de religiões não islâmicas, que fugiram do sul e do centro do país para a cidade de Mossul, cerca de 400 quilômetros ao norte de Bagdá.A violência sectária no Iraque, especialmente entre sunitas e xiitas, aumentou a partir de fevereiro, quando foi destruída a cúpula de um importante santuário xiita da cidade de Samarra, ao norte da capital.Esse atentado, segundo as autoridades iraquianas, foi cometido por um grupo armado vinculado ao braço iraquiano da organização terrorista Al-Qaeda.C

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.