Mais de 100 mil vão às ruas contra governo da Tailândia

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas de Bangcoc hoje e se concentraram diante da residência do principal conselheiro do rei Bhumibol, acusando-o de orquestrar o golpe que em 2006 derrubou o então primeiro-ministro Thaksin Shinawatra. Segundo o vice-primeiro-ministro Suthep Thuaksuban, pelo menos 100 mil pessoas participavam do protesto, enquanto os organizadores calculavam a multidão em 300 mil. Vestidos de vermelho, os manifestantes exigiam a renúncia de Prem Tinsulanonda, um conselheiro real de 88 anos de idade.

AE-AP, Agencia Estado

08 de abril de 2009 | 11h17

De acordo com a polícia, ele permanecia dentro de sua casa. Soldados faziam a guarda do imóvel enquanto a tropa de choque da polícia impedia uma aproximação maior dos manifestantes. Alinhamentos de arame farpado foram colocados sobre os portões e os muros da casa. Apesar do grande número de participantes, não havia informações sobre incidentes violentos.

Prem nega que tenha orquestrado o golpe, mas a rara crítica a um conselheiro da monarquia representa a quebra de um tabu na Tailândia, onde o rei Bhumibol e seus assessores são venerados.

O protesto representa o maior desafio até o momento ao primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, empossado há quatro meses. O atual governo é o quarto desde o golpe de 2006. Abhisit tem rechaçado veementemente a pressão para que renuncie.

Os manifestantes consideram que Thaksin foi ilegalmente derrubado e que Abhisit, indicado pelo Parlamento em dezembro passado, chegou ao poder de forma ilegítima. Thaksin foi derrubado em meio a denúncias de corrupção e abuso de poder. Ele fugiu do país no ano passado antes de ser sentenciado a dois anos de prisão por abuso de poder.

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