REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez
REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez

Mais de 100 pessoas chegam por dia à cidade colombiana fugindo da Venezuela

Em Barranquilla, autoridades dizem que maior parte das pessoas que chegam ao país são colombianos que tiveram filhos na Venezuela e principal pedido de ajuda é para atender necessidades de saúde

O Estado de S. Paulo

02 Agosto 2016 | 09h39

BARRANQUILLA, COLÔMBIA - Mais de 100 pessoas chegam diariamente à cidade colombiana de Barranquilla fugindo da crise social, econômica e política que assola a Venezuela, informaram na segunda-feira, 1º, fontes oficiais da Colômbia.

O procurador municipal de Barranquilla, Jaime San Juan Pugliese, afirmou que a maioria das famílias que chega à capital do Departamento (Estado) de Atlántico são formadas por colombianos que tiveram seus filhos na Venezuela.

"Desde o início de julho, em média, a cada dia são 25 núcleos familiares que se apresentam pela primeira vez à procuradoria para solicitar ajuda e assessoria", disse Pugliese. O funcionário declarou que as pessoas que procuram a entidade pedem ajuda para atender principalmente suas necessidades em saúde.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ordenou em 19 de agosto do ano passado o fechamento da passagem entre o Departamento de Norte de Santander e o Estado de Táchira, e posteriormente estendeu a medida aos outros pontos comuns da extensa fronteira entre os dois países, como parte de uma campanha contra o narcotráfico e paramilitares.

A chanceler da Colômbia, María Ángela Holguín, confirmou na semana passada que se reunirá nesta quinta-feira, em um lugar ainda não definido, com sua homóloga da Venezuela, Delcy Rodríguez, para analisar as possibilidades de reabertura da fronteira.

O governo colombiano permitiu nos finais de semana dos dias 9 e 16 de julho a entrada de mais de 150.000 venezuelanos por várias passagens fronteiriças para que adquirissem alimentos e remédios. / EFE

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