Mais de 1.000 detidos em protestos contra Bush

A vigorosa ação policial elevou a mais de 1.000 o número de detidos entre os manifestantes que protestam contra o presidente americano, George W. Bush, durante a Convenção Nacional do Partido Republicano, em Nova York. Embora a maior parte das manifestações esteja se desenvolvendo de forma pacífica, têm sido registrados alguns incidentes violentos. Um grupo de 15 ativistas conseguiu invadir hoje o Madison Square Garden em meio a uma reunião da juventude republicana. Os manifestantes interromperam um discurso do chefe de gabinete da Casa Branca, Andrew Card, e ergueram cartazes exigindo mais verbas para a pesquisa contra a aids e o perdão da dívida dos países pobres. O maior número de prisões se registrou entre membros da organização Liga de Resistência à Guerra, que iniciou uma marcha no Ponto Zero, onde se erguiam as torres do World Trade Center, na direção do Madison Square Garden. Segundo os organizadores, a polícia começou a prender ativistas logo no início da passeata. O chefe de polícia, Raymond Kelly, afirmou que os agentes estavam dando provas de grande moderação frente ao que chamou de "constantes atos de provocação" dos manifestantes. Hoje, milhares de manifestantes agitando cartões rosa formaram uma fila simbólica de desempregados de cinco quilômetros, que ia da Wall Street até o Madison Square Garden. Nos cartões se lia: "O próximo bilhete rosa pode ser seu!", numa referência à cor do formulário usado pela maioria das empresas para anunciar ao funcionário a demissão - algo como o "bilhete azul" em algumas regiões do Brasil.

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