EFE/ Hotli Simanjuntak
EFE/ Hotli Simanjuntak

Mais de 1.000 pessoas podem estar desaparecidas após terremoto e tsunami na Indonésia

Catástrofes causaram 1.424 mortes, deixaram mais de 2,5 mil feridos e mais de 70 mil deslocados, além de vários danos materiais

O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2018 | 04h20

PALU, INDONÉSIA- A agência indonésia de gestão de desastres estimou nesta sexta-feira, 5, que mais de 1.000 pessoas podem estar desaparecidas após o terremoto e o tsunami que devastaram a Ilha de Celebes, causando mais de 1.500 mortes.

“Acreditamos que mais de 1.000 casas ficaram sepultadas. Então, é provável que haja mais de 1.000 desaparecidos”, declarou à AFP o porta-voz da agência, Yusuf Latif. Ele também disse haver a possibilidade de parte deles terem conseguido sair de suas casas.

As equipes de resgate da Indonésia retomaram nesta sexta a busca por vítimas sob os escombros. As autoridades fixaram o dia de hoje como prazo final para encontrar sobreviventes da catástrofe que, segundo o último balanço oficial, causou 1.424 mortes, deixou mais de 2,5 mil feridos e mais de 70 mil deslocados, além de vários danos materiais.

Em Palu, uma das zonas mais afetadas, a rede elétrica segue danificada em 60%, segundo indicou a companhia estatal de eletricidade, que espera poder restabelecer totalmente o serviço até o próximo dia 14.

Aproximadamente 800 pessoas passaram a noite no aeroporto, aguardando o momento de poder deixar a cidade, que já conta com uma grande presença de membros de organizações humanitárias e que começou a mostrar os primeiros sintomas de normalidade com a abertura de alguns bancos.

Enquanto isso, várias organizações locais e internacionais se esforçam para enviar ajuda e assistência sanitária aos milhares de afetados, incluindo várias zonas como Labuan ou Wani, ao norte de Palu, mas que quase não conseguiram ter acesso a essas regiões.

A Cruz Vermelha planeja distribuir nesta sexta alimentos não perecíveis no município de Sigi, onde a organização colabora na busca de dezenas de adolescentes de um acampamento religioso que foram soterrados por um deslizamento de terra.

Os familiares dos adolescentes, entre 11 e 15 anos, planejam se encontrar com as autoridades para determinar o número exato de desaparecidos que segundo uma estimativa da Cruz Vermelha seria em torno de 100. /EFE

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