Mais de 13.000 imigrantes enfrentam deportação nos EUA

Mais de 13.000 imigrantes, principalmente muçulmanos, que cumpriram a ordem de se registrarem no governo americano enfrentam, agora, o risco da deportação. Com a expectativa de acompanhar o desembarque de imigrantes procedentes de países relacionados ao terrorismo, as autoridades federais dos EUA começaram a solicitar, durante o segundo semestre de 2002, que os jovens de sexo masculino, provenientes de certas nações, se registrassem em organismos do governo.Zeihnom Auoub Ramadan, do Egito, que havia chegado há mais de dois anos nos EUA, foi um dos que cumpriram a ordem. "Estava trabalhando e vivendo em um país livre", disse Ramadan, de 33 anos. "Tudo estava bem. A gente se comportava muito bem. Respeitava tudo aqui e todos me respeitavam também. Por que deveria temer?", questionou. A resposta foi dada por funcionários da imigração: "Porque permaneceu nos Estados Unidos além do tempo previsto em seu passaporte, de seis meses".Abril foi o prazo final para que os homens maiores de 16 anos provenientes do Egito, Kuwait, da Indonésia e Bangladesh se registrassem. E houve prazos anteriores para imigrantes da Arábia Saudita, Paquistão, Iraque, Irã, Síria, Líbia, Sudão e muitas outras nações islâmicas. Um total de 144.513 imigrantes se registraram em todo o país, segundo a Agência de Cidadania e Imigração, o antigo Serviço de Imigração e Naturalização. Segundo as autoridades, já começaram os processos de deportação para 13.434 deles. A agência informou que 2.783 foram detidos e 99 continuam sob custódia.

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