Mais de 15 mil tâmeis fogem de ataque aéreo no leste do Sri Lanka

Mais de 15 mil tâmeis tiveram que abandonar nesta quarta-feira suas casas no leste do Sri Lanka por causa dos ataques aéreos do exército no distrito de Triconmalee, informou nesta quarta a guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE). Segundo o site dos rebeldes, Tamilnet.com, cerca de 4.500 famílias fugiram de seis localidades da zona de Muttur, no distrito de Triconmalee. O exército do Sri Lanka reiniciou na manhã desta quarta os ataques aéreos à região, matando pelo menos 12 rebeldes. A ONG Tamil Rehabilitation Organization (TRO), ligada à guerrilha, começou a organizar campos de refugiados perto do hospital Pattalipuram Thileepan. A entidade está distribuindo comida e outros produtos de primeira necessidade. A TRO pediu à Cruz Vermelha e à Missão de Supervisão do cessar-fogo no Sri Lanka que ajudem na assistência aos desabrigados. Os rebeldes acusam o governo de iniciar os ataques aéreos ao território controlado por eles "sem qualquer provocação por parte do LTTE". A operação militar começou na última terça-feira, horas depois de nove pessoas morrerem e cerca de 30 ficarem feridas num ataque suicida ao quartel-general do exército, em Colombo. O governo responsabiliza a guerrilha, que no entanto nega a sua participação. "Estamos preparados e esperamos instruções de nossos líderes para responder ao inimigo com uma força que será catastrófica e devastadora", ameaçou nesta quarta-feira o principal líder político do LTTE em Triconmalee, S. Elilan. No entanto, o presidente cingalês, Mahinda Rajapakse, e o porta-voz do LTTE, Daya Master, reafirmaram nesta quarta seu compromisso com o processo de paz. A violência no Sri Lanka vem crescendo nas últimas semanas. Recentemente, o LTTE anunciou que não participaria das negociações que estavam marcadas para 24 e 25 de abril, em Genebra. Nos últimos quatro meses a violência causou a morte de 300 cingaleses, dos quais mais de 150 civis, segundo dados da equipe norueguesa que supervisiona a trégua.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.