Mais de 150 mortos em escola russa; combate continua

Comandos militares invadiram a escola russa na qual terroristas mantinham desde quarta-feira um número de reféns que, segundo as últimas informações, pode superar os 1.200. Explosões e tiros acompanharam a invasão, e autoridades dizem que o número de mortos pode superar os 150 e deve aumentar de forma "significativa".Mais de 400 reféns conseguiram escapar mas, horas depois, os combates ainda prosseguem. Dez terroristas morreram durante o confronto, informa a agência ITAR-Tass, mas outros continuam lutando e ainda têm reféns, incluindo crianças, em seu poder. Um assessor do presidente Vladimir Putin diz que nove dos dez seqüestradores mortos eram mercenários de origem árabe.Os corpos de cerca de 100 reféns mortos estão espalhados pelo chão do ginásio coberto, dizem informes.Alguns, aparentemente, morreram quando explosões fizeram o teto desabar. Um assessor do presidente Putin disse que a invasão militar da escola não estava nos planos do governo, segundo a agência Interfax.A ITAR-Tass informa que 13 seqüestradores fugiram e estão sendo perseguidos por tanques. Alguns dos fugitivos refugiaram-se numa casa próxima e outros tentam se misturar aos reféns e aos curiosos reunidos em torno da escola.Fontes dos serviços de segurança local acreditam que a ofensiva foi liderada por um dos principais comandantes dos rebeldes chechenos, Magomet Yevloyed, e financiada pela al-Qaeda, disse a ITAR-Tass. A operação teria sido planejada por Shamil Basayev, o mais procurado rebelde checheno, responsável por vários atentados fora da Chechênia. Leia mais?Dez seqüestradores morreram, dizem autoridades russas?Eles tinham olhar de pessoas loucas?, diz refém Cinegrafista diz ter visto cem corpos em escolaSeqüestradores ainda trocam tiros com soldados russosPelo menos 200 pessoas estão internadas em BeslanPelo menos 30 pessoas conseguem fugir da escola russa Situação continua crítica em escola russa, em Beslan

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