Mais de 16 mortos e 30 feridos em explosão na Colômbia

Uma forte explosão, aparentemente provocada por um atentado terrorista, deixou pelo menos 16 mortos e cerca de 30 feridos nesta sexta-feira na cidade de Neiva, informaram funcionários da Prefeitura local.A explosão, que fez estremecer toda a cidade, ocorreu às 5h30 (hora local), no momento em que uma patrulha da polícia dava buscas em uma casa, à procura de explosivos. Dentro da casa onde ocorreu a explosão foram encontrados vários cadáveres de policiais e funcionários da Promotoria, que realizavam a busca. A secretária de Governo do departamento (Estado) de Huila, Sandra Tatiana Serrato, confirmou que 16 pessoas morreram na explosão, que ocorreu um dia antes da visita que o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, faria à cidade.Hernando de Valenzuela, chefe da Promotoria local, disse acreditar que rebeldes esquerdistas haviam planejado detonar a bomba no momento em que o avião presidencial passasse sobre o local, em baixa altitude. Mais de 20 casas foram danificadas no atentado no bairro de La Comuna Uno de Neiva, 300 km a sudoeste de Bogotá, informaram fontes do governo. Nenhum grupo reivindicou a ação, mas funcionários da Promotoria em Neiva indicaram que poderia tratar-se de um episódio vinculado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O prefeito da cidade, Héctor Javier Osorio, afirmou que o atentado é um ato "miserável e ruim" de grupos violentos que "tentam semear o terror" entre os colombianos. Ele pediu aos cidadãos que "se ponham de pé e apóiem o governo em sua luta contra o terrorismo, dizendo a estes grupos que eles não passarão". Em Bogotá, as medidas de segurança para prevenção de possíveis atentados foram redobradas, com o apoio de pelo menos 3.000 membros da força pública. O alerta foi declarado às vésperas de completar-se, em 20 de fevereiro, o primeiro ano do rompimento do processo de negociações entre o governo do então presidente Andrés Pastrana e a guerrilha das Farc, e da abolição da zona desmilitarizada onde ocorria o diálogo. Os controles nos edifícios estatais, centros comerciais, escritórios empresariais e clubes sociais se intensificaram desde a quinta-feira, diante das versões sobre possíveis atentados.

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