Mais de 2 mil são convidados para funeral de Thatcher

Os convites para o funeral de Margaret Thatcher serão enviados para mais de 2 mil celebridades, dignitários, colegas e amigos da ex-primeira-ministra britânica, grupo de abrange desde ex-presidentes norte-americanos ao compositor Andrew Lloyd Webber.

Agência Estado

11 de abril de 2013 | 13h12

Os convites estão sendo impressos nesta quinta-feira e serão enviados amanhã, informou o governo. Thatcher, que morreu na segunda-feira aos 87 anos, receberá um funeral com honras militares na catedral de St. Paul, em Londres, na próxima quarta-feira.

Embora não seja um funeral oficial de Estado, trata-se do maior serviço visto no país desde a morte, em 2002, da rainha-mãe Elizabeth. A rainha Elizabeth II participará do evento, o primeiro a contar com a presença de um monarca desde a morte do ex-primeiro-ministro Winston Churchill, em 1965.

A lista de convidados inclui todos os ex-presidentes norte-americanos ainda vivos, políticos e ex-políticos britânicos, a ex-secretária de Estados Hillary Clinton, o primeiro-ministro do Canadá Stephen Harper e o presidente da Comissão Europeia José Manuel Barroso.

O escritório do primeiro-ministro David Cameron disse que a lista - elaborada pela família de Thatcher, pelo Partido Conservador e pelo governo britânico - inclui representantes de 200 Estados e organizações com os quais o Reino Unido tem relações diplomáticas, assim como líderes e ex-líderes mundiais que tiveram "uma conexão próxima com a baronesa Thatcher".

Algumas das pessoas mais associadas a seu governo - que foi de 1979 a 1990 - já informaram que não participarão do evento. Nancy Reagan, viúva do ex-presidente norte-americano Ronald Reagan, enviará um representante e o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev disse que problemas de saúde o impedem de ir a Londres.

Um representante de Nelson Mandela, a quem Thatcher chegou a chamar de terrorista, também foi convidado. Por outro lado, a família da ex-premiê vetou o convite à presidente argentina Cristina Kirchner e a autoridades do país.

A polícia da capital prepara-se para manifestações de celebração da morte de Thatcher, uma das quais está prevista para acontecer na Trafalgar Square, centro de Londres.

O tamanho da cerimônia - que custará milhões de libras esterlinas - é alvo de críticas. Thatcher divide opiniões após sua morte como fez durante a vida, em razão da defesa intransigente de políticas de livre mercado. Mas Cameron disse que "é correto ter um funeral cerimonial, com elementos de um funeral de Estado, com tropas ao longo do caminho".

"Eu acho que as pessoas nos considerariam um país bastante estranho se não celebrássemos adequadamente, com dignidade e seriedade, mas também com alguma ostentação...a morte dessas mulher extraordinária", disse ele à Sky News. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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