REUTERS/Yazan Homsy
REUTERS/Yazan Homsy

22 soldados do Estado Islâmico morrem após bombardeios na cidade síria de Raqqa

Coalizão Forças da Síria Democrática iniciou ofensiva com o objetivo de tomar o controle da região de Tel Abiad, Divisão 17 e Ain Aisa, no norte da cidade

O Estado de S. Paulo

24 Maio 2016 | 10h25

BEIRUTE - Pelo menos 22 combatentes do grupo terrorista Estado Islâmico morreram nesta terça-feira, 24, por bombardeios da coalizão internacional, liderada pelos EUA, no norte da província síria de Raqqa, no nordeste do país, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Os bombardeios ocorrem na mesma região onde as Forças da Síria Democrática (FSD), uma coalizão armada curdo-árabe respaldada pela aliança internacional, iniciou uma ofensiva. Objetivo das FSD é tomar o controle do triângulo formado por Tel Abiad, a Divisão 17 e Ain Aisa, ao norte de Raqqa, antes de avançar em direção à cidade.

A ONG detalhou que os aviões da coalizão internacional estão bombardeando de forma intensa posições dos radicais ao norte de Raqqa, capital da província e reduto principal dos jihadistas no país árabe.

Os intensos combates entre as FSD e grupos leais ao Estado Islâmico acontecem após a visita, no fim de semana, do general americano Joseph Votel, que dirige o Comando Central a cargo das operações no Oriente Médio, que esteve durante 11 horas no norte da Síria no sábado.

O vice-ministro de Relações Exteriores da Administração autônoma curda do enclave de Kobani, Idris Nuaman, disse que Votel esteve nesta região curdo-síria. O general se reuniu com os responsáveis pelas Unidades de Proteção do Povo (YPG, sigla em curdo), principal milícia curdo-síria e componente mais importante das FSD.

"O objetivo da visita do general Votel foi supervisionar os preparativos da futura ofensiva contra a cidade de Raqqa e expressar o apoio dos EUA aos curdos da Síria", indicou Nuaman.

Votel visitou campos de treinamento das FSD e das YPG, onde os combatentes recebem treinamento e assessoria por parte de aproximadamente 200 assessores militares americanos. /EFE

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