Mais de 200 morreram em confrontos no Sudão do Sul, diz ministro

Ataques realizados por uma milícia dissidente no estado de Jonglei, no sul do Sudão, mataram ao menos 211 pessoas, disse nesta terça-feira um ministro do Sul, dobrando as estimativas anteriores para o número de mortos na investida da semana passada.

REUTERS

15 de fevereiro de 2011 | 10h29

"Duzentas e uma pessoas morreram e 109 ficaram feridas. A maioria era civil, incluindo mulheres, crianças e padres, pessoas assim", disse à Reuters o ministro para Assuntos Humanitários do Sul, James Kok.

Kok, que tinha acabado de voltar do local dos confrontos no município de Fangak, em Jonglei, disse que mais dez pessoas morreram no hospital. Seus dados não incluíam as mortes entre as milícias agressoras.

Segundo o Exército do Sudão do Sul, forças leais a George Athor, ex-autoridade do Exército que lançou uma revolta depois de perder as eleições do ano passado, realizaram uma série de ataques em Jonglei na quarta e quinta-feira da semana passada.

As informações anteriores indicavam 105 mortos, incluindo mais de 30 homens de George Athor.

Athor não estava imediatamente disponível para dar declarações.

A violência reativou as preocupações sobre a segurança na região, onde uma esmagadora maioria de eleitores votou pela independência do Norte, em um referendo na semana passada,.

(Reportagem de Jeremy Clarke)

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