Mais de 20.000 crianças lutam em guerras pelo mundo

Mais de 20.000 crianças - algumas com oito anos de idade - combateram nos conflitos da Costa do Marfim e do Sudão nos últimos três anos, diz relatório divulgado nesta quarta-feira. Nesse tempo, meninos e meninas foram recrutados para participar de pelo menos 21 conflitos em todo o mundo, sendo freqüentemente treinados para usar explosivos e armas de fogo, obrigados a entrar em combate e submetidos a abuso sexual e trabalhos forçados. A informação é da Coalizão para Deter o Uso de Soldados-Crianças.O grupo, baseado em Londres, afirma que cerca de 40.000 menores foram desmobilizados com o final das guerras em Angola, Afeganistão e Serra Leoa, em anos recentes. O maior número de crianças, 17.000, combateu pelo governo e milícias aliadas na região de Darfur, no Sudão. Entre 2.500 e 5.000 menores pegaram em armas pelo Exército de Libertação do Sudão.A Coalizão pede que o Conselho de Segurança das Nações Unidas imponha sanções aos países envolvidos nesse tipo de abuso e que os recrutadores de crianças sejam julgados pelo Tribunal Penal Internacional.O texto critica países que permitem o alistamento militar de menores de 18 anos, e diz que EUA, Grã-Bretanha, Austrália, Áustria, Alemanha e Holanda deveriam parar de recrutar jovens de 16 e 17 anos.

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