AFP PHOTO / KUDRA MALIRO
AFP PHOTO / KUDRA MALIRO

Mais de 40 civis morrem após ataque de rebeldes na República Democrática do Congo

Número de vítimas pode aumentar, já que alguns corpos ainda estão sendo encontrados em estradas e campos

O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2016 | 10h37

KINSHASA - Ao menos 42 civis morreram em um ataque realizado por rebeldes ugandenses da Frente Democrática Aliada (ADF, sigla em inglês) no leste da República Democrática do Congo (RDC), informaram no domingo entidades locais.

A ação aconteceu na tarde de sábado na cidade de Beni, na conflituosa Província de Kivu do Norte, segundo o presidente da organização Sociedade Civil de Beni, Gilbert Kambale. "Mataram com golpes de facões e machadadas todas as pessoas que encontraram em seu caminho antes de entrarem nas casas, onde havia muitos corpos", disse o ativista.

O número de vítimas, em sua maioria agricultores, ainda pode aumentar, já que alguns corpos continuam sendo encontrados nas estradas e campos.

O presidente da Sociedade Civil de Beni criticou o fato de ninguém conseguir impedir o ataque, mesmo com a grande presença de soldados das Forças Armadas da RDC e da missão da ONU no país (MONUSCO) que, segundo Kambale, estavam cientes do que isso poderia acontecer.

"Eles foram informados, mas estamos aqui de novo como vítimas, sob o olhar da ONU e das Forças Armadas da RDC", acrescentou o ativista.

Em 2015, mais de 300 pessoas morreram no município de Beni, que fica próximo à fronteira entre RDC e Uganda, apesar da forte presença de militares e boinas azuis na região.

Veja abaixo: Congo: Saúde precária e pobreza extrema matam tanto quanto guerra

O medo de uma nova espiral de violência fez com que milhares de pessoas abandonassem suas casas, somando-se aos mais de 30 mil congoleses que em 2015 fugiram para Uganda.

A ADF iniciou sua campanha de violência em 1996 no distrito de Kasese, no oeste de Uganda, e depois se expandiu para várias áreas próximas à fronteira com a RDC.

A Frente Democrática Aliada é uma das organizações armadas que seguem atuando na RDC após o desarmamento em novembro de 2014 do grupo rebelde M23, que chegou a controlar grande parte da região. / EFE e AFP

Mais conteúdo sobre:
Violência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.