AP Photo/ Evan Vucci
AP Photo/ Evan Vucci
Imagem Helio Gurovitz
Colunista
Helio Gurovitz
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Mais de 30 emergências vigoram nos EUA

Desde a lei de 1976 que as regulamentou, 59 emergências nacionais foram declaradas nos Estados Unidos

Helio Gurovitz , O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2019 | 04h00

Desde a lei de 1976 que as regulamentou, 59 emergências nacionais foram declaradas nos Estados Unidos, das quais 32 estão em vigor. A lei dá liberdade plena ao presidente para estabelecer os critérios.

Até Donald Trump usá-la para garantir recursos ao muro na fronteira mexicana, nenhuma se preocupara com imigração. A maioria serviu para justificar sanções contra países específicos, em especial o Irã, alvo de três decretos.

Um levantamento do Brennan Center for Justice identificou 123 poderes legais à disposição do presidente numa emergência. Dois serão usados para justificar o muro: 1) o de promover construções militares; 2) o de usar recursos de obras militares noutros projetos de segurança nacional.

ELEIÇÃO 2016 ​

Suspeitas de desvio cercam posse de Trump

Nem o procurador Robert Mueller, nem as comissões de inquérito no Congresso representam um risco tão urgente para Donald Trump quanto um caso distrital em Nova York. As acusações de fraude e lavagem de dinheiro na posse, que arrecadou US$ 107 milhões em 2016, envolvem três nomes que já confessaram crimes: o ex-advogado Michael Cohen, o lobista Paul Manafort e o tesoureiro Richard Gates. Para o jurista Andrew McCarthy, os procuradores montam um caso de “conspiração contra os Estados Unidos”, cujo alvo provável é Trump.

 

JUDICIÁRIO 

A próxima aposentadoria na Suprema Corte

Perto dos 86 anos, a juíza Ruth Bader Ginsburg, da Suprema Corte, quebrou três costelas, teve câncer no pulmão e resiste a aposentar-se, para evitar que um conservador entre em seu lugar. A próxima vaga no tribunal pode ser aberta pela aposentadoria de Clarence Thomas, de 70 anos. Ele é conservador, mas uma nova indicação de Trump garantiria maioria longeva à direita. A favorita, diz o analista Jeffrey Toobin, é Amy Comey Barnett, 47 anos, católica devota conhecida pela oposição ao aborto.

EDUCAÇÃO 

Socialismo nas escolas irrita filho de presidente

Filho de presidente, preocupado com a pregação esquerdista nas escolas, ele afirmou que ninguém precisa “ser

doutrinado por esses professores perdedores que o tentam converter ao socialismo desde o berço”. Seu nome? Donald

Trump Jr. A frase foi dita num comício em El Paso, Texas, terra de um dos mais promissores rivais de seu pai nas

eleições de 2020, o democrata Beto O’Rourke.

ALIMENTAÇÃO 

Leite em pó vendido ao Brasil é secundário na UE

O Brasil é o quinto maior importador de leite em pó integral: 68 mil toneladas em 2018, 7% abaixo de 2017 (as novas tarifas prenunciam queda maior). Mas o mercado brasileiro não tem tanta relevância para a União Europeia, que vende sobretudo pó desnatado, queijos e outros derivados. Até o início do ano, a UE estava às voltas com a desova do leite desnatado resultante da superprodução em 2015, quando eliminou a política de cotas. Em 2018, havia 380 mil toneladas encalhadas. Em janeiro, 22 mil.

NA JUSTIÇA

Jeff Bezos contra Woody Allen nos tribunais

Não bastasse o divórcio e a chantagem da National Enquirer, Jeff Bezos enfrenta um processo do cineasta Woody Allen, exigindo US$ 70 milhões pela quebra do contrato de produção assinado com a Amazon em 2016. O financiamento a Allen foi cortado depois que ele se tornou alvo do #MeToo. Seus advogados alegam que, quando a Amazon fechou o contrato, as acusações de abuso sexual já eram conhecidas, nenhuma resultou em condenação e não há “base legítima” para ruptura.

AGRESSIVIDADE

Primatólogo decifra violência humana

O primatólogo Richard Wrangham, da Universidade Harvard, ficou conhecido pelo estudo da culinária na evolução humana e do contraste entre a violência do chimpanzé e o pacifismo do bonobo. No recém-lançado The Goodness Paradox (O paradoxo da bondade), tenta explicar por que o ser humano reúne, ao mesmo tempo, a agressividade de uns e a docilidade dos outros. Trata-se, diz ele, de adaptação evolutiva. Comunidades onde os machos-alfa era exterminados se tornaram mais estáveis e prosperaram. A virtude derivou da pena de morte. Em compensação, o Estado criado pelos executores originou guerras, massacres, escravidão, tortura, linchamentos e todas as formas de violência institucional. Daí o paradoxo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.