AFP PHOTO / ASHRAF SHAZLY
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Mais de 30 mil pessoas podem morrer de fome do Sudão do Sul, dizem Nações Unidas

De acordo com comunicado conjunto de agências das Nações Unidas, impossibilidade de entregar ajuda humanitária em área mais atingida por guerra civil aumenta risco de fome extrema

O Estado de S. Paulo

22 Outubro 2015 | 12h04

JUBA - Mais de 30 mil pessoas que vivem nas zonas de guerra no Sudão do Sul correm o risco de morrer de fome, afirmou nesta quinta-feira, 22, a ONU, que advertiu também para outras "dezenas de milhares" de sul-sudaneses que estão à beira da fome extrema.

Ainda que o estado de fome não tenha sido declarado oficialmente, "ao menos 30 mil pessoas vivem em condições extremas" e enfrentam a "inanição e a morte" depois de 22 meses de guerra civil no país, de acordo com um comunicado conjunto de três agências das Nações Unidas: Uniced (crianças), FAO (agricultura e alimentação) e PMA (programa mundial de alimentos).

As regiões mais afetadas pelo conflito - e nas quais o envio de ajuda está bloqueado - ficam em Unidade, Estado rico em petróleo no norte do país que tem cerca 585 mil habitantes.

Nesses lugares, ainda estão em andamento intensos combates, os estupros - assim como o sequestro de crianças e mulheres - são constantes. "Sem acesso ilimitado à ajuda humanitária, a insegurança alimentar pode se agravar e se transformar em um quadro de fome extrema em algumas partes do Estado de Unidade", advertiu o comunicado conjunto.

O Sudão do Sul é palco, desde dezembro de 2013, de um conflito entre o Exército - leal ao presidente Salva Kiir - e rebeldes que são comandados pelo ex-vice-presidente, e rival de Kiir, Riel Machar.

A guerra civil, com chacinas e atrocidades atribuídas aos dois lados, deixou dezenas de milhares de mortos e fez com que, pelo menos 2,2 milhões de pessoas se deslocassem. / AFP

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