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Mais de 300 civis mortos em meio a combates na Libéria

Um grupo de civis enfurecidos, exibindo corpos ensangüentados e despadaçados pelas balas, postada diante da embaixada de Washington em Monróvia, acusava hoje os marines americanos e o EUA de não darem proteção aos civis em meio à luta pelo controle da capital da Libéria, enquanto o ministro da Saúde liberiano, Peter Coleman, dizia que mais de 300 civis morreram e pelo menos 1.000 ficaram feridos em três dias de combates dos rebeldes pela tomada da cidade, onde os necrotérios estão superlotados. Os rebeldes querem depor o presidente Charles Taylor. Familiares enfurecidos colocaram os corpos de sete das vítimas dos combates - quatro crianças, duas mulheres e um homem - diante da fortemente guardada sede da embaixada americana, em cujo telhado marines armados vigiavam os manifestantes. Com gritos, gestos de revolta e empurrões, a multidão exigiu a intervenção dos marines para pôr fim à guerra e afastou de cena os jornalistas.A Líbéria, a mais antiga república da África, foi fundada por escravos americanos libertos no século 19, e os liberianos ainda consideram ter um vínculo especial com Washington. Na quarta-feira, o embaixador britânico Jeremy Greenstock indicou os EUA como o ?candidato natural? a proceder a uma intervenção no país africano.

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