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Mais de 300 corpos foram encontrados em vala comum ao sul de Mossul, diz ONG

De acordo com a Human Rights Watch (HRW), policiais que eram mantidos prisioneiros pelos combatentes do grupo extremista Estado Islâmico teriam sido mortos na cidade de Hamam al-Alil, cerca de 30 quilômetros ao sul de Mossul

O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2016 | 15h21

BAGDÁ - Mais de 300 corpos, em sua maioria de policiais, foram encontrados em uma vala comum escavada pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI) ao sul de Mossul que foi descoberta no começo do mês, afirmou nesta quinta-feira, 17, a organização Human Rights Watch (HRW).

A ONG - que se reuniu com testemunhas, visitou a região e consultou documentação oficial - assegura, em comunicado, que o número total poderia superar os 300, em sua maioria policiais executados extrajudicialmente pelo EI.

No dia 8 de novembro, o chefe da Polícia geral, o general Raed Yudet, informou que estava sendo investigada a descoberta de tal fossa, achada na cidade de Hamam al-Alil, cerca de 30 quilômetros ao sul de Mossul. Alil afirmou que a maioria dos corpos eram de antigos membros das forças de segurança.

Segundo testemunhas citadas pela HRW, o EI matou em outubro várias centenas de policiais que mantinham como prisioneiros. "Esta é outra evidência do terrível assassinato em massa de antigos agentes da ordem realizado pelo EI em Mossul e seus arredores", disse o vice-diretor da Human Rights Watch, Joe Stork, segundo o comunicado. / EFE

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