Mais de 300 nigerianos são mortos por soldados, diz deputado

Um deputado nigeriano afirmou nesta sexta-feira que mais de 300 civis foram mortos esta semana por soldados do governo, em sete vilarejos no leste da Nigéria. Funcionários governamentais afirmam que os soldados mataram pelo menos 130 pessoas nas incursões - que começaram na última segunda-feira, no Estado de Benue. O número total de mortos ainda deve ser confirmado. O deputado Gabriel Suswan pediu que uma investigação internacional verifique o que causou as mortes e como se permitiu que elas acontecessem. Suswan afirmou que viajará em breve para Nova York a fim de interceder junto às Nações Unidas para que a ONU intervenha no crescente conflito étnico na Nigéria. Suswan representa várias das comunidades atingidas pela violência - nas quais centenas de lojas, casas e prédios foram completamente incendiados. Ele acusou o presidente Olusegun Obasanjo, que também é comandante-em-chefe das Forças Armadas, de "planejar a matança de homens, mulheres e crianças inocentes". Suswan afirmou que, apenas no vilarejo de Gbedji, 150 pessoas foram mortas, e outras 150 em outros vilarejos. País mais populoso da África, a Nigéria vive conflitos étnicos religiosos e políticos que, freqüentemente, acabam em ondas de violência que se prolongam por vários dias.

Agencia Estado,

26 Outubro 2001 | 22h19

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