EFE/EPA/JOHN G. MABANGLO
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Mais de 4 mil voos são cancelados no mundo por expansão da Ômicron

O tráfego aéreo comercial dentro dos Estados Unidos e dentro ou fora do país foi responsável por mais de um quarto de todos os voos cancelados no fim de semana, mostraram os dados da FlightAware.

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2021 | 02h46

Companhias aéreas comerciais de todo o mundo cancelaram mais de 4.500 voos no fim de semana de Natal, por causa da onda crescente de infecções por covid-19 causada pela variante Ômicron.

Pelo menos 2.401 voos foram cancelados somente na sexta-feira, 24, que caiu na véspera de Natal e é um dia tipicamente pesado para viagens aéreas, de acordo com uma contagem corrente no site de rastreamento de voos FlightAware.com. Quase 10 mil voos foram atrasados.

O site mostrou que 1.779 voos de Natal foram cancelados em todo o mundo, junto com mais 402 que estavam programados para domingo, 26.

O tráfego aéreo comercial dentro dos Estados Unidos e dentro ou fora do país foi responsável por mais de um quarto de todos os voos cancelados no fim de semana, mostraram os dados da FlightAware.

Ômicron

As infecções por covid-19 aumentaram nos Estados Unidos nos últimos dias devido à variante altamente transmissível Ômicron, que foi detectada pela primeira vez em novembro e agora é responsável por quase três quartos dos casos no país. 

Na Grã-Bretanha, muitas indústrias e redes de transporte lutavam com a falta de pessoal, visto que os trabalhadores doentes se isolavam, enquanto os hospitais alertavam para o risco de impacto na segurança do paciente.  

Um em cada 20 londrinos tinha covid-19 na semana passada, um número que pode subir para um em cada dez no início da próxima semana, de acordo com dados divulgados pelo Office for National Statistics.

Embora pesquisas recentes sugiram que o Ômicron produz doenças mais brandas e uma taxa mais baixa de hospitalizações do que as variantes anteriores do covid-19, as autoridades de saúde mantiveram uma nota cautelosa sobre as perspectivas.

"Há um vislumbre de esperança de Natal... Mas definitivamente ainda não está no ponto em que poderíamos diminuir essa ameaça séria", disse Jenny Harries, chefe da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido, à BBC.

A França atingiu outro recorde de infecção por covid-19 na sexta-feira, com sua contagem diária superior a 94 mil, enquanto as hospitalizações pelo vírus atingiram um máximo de sete meses, levando o governo a convocar uma reunião especial para segunda-feira, 27, que poderia desencadear novas restrições de saúde pública. / Com informações da Reuters.

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