AP Photo/Adel Hana
AP Photo/Adel Hana

Mais de 40 mil palestinos fazem ato na Faixa de Gaza

Liderados por Hamas, eles comemoraram o aniversário de um ano da Grande Marcha do Retorno

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2019 | 14h02

GAZA - Cerca de 40 mil pessoas marcharam até a Faixa de Gaza para comemorar o aniversário de um ano da Grande Marcha do Retorno, nova onda de protestos que começou em 18 de março de 2018. Liderados pelo movimento islamita Hamas, os palestinos fizeram um protesto pacífico, apesar de agentes de saúde terem registrado a morte de duas pessoas desde o início da manifestação, na madrugada deste sábado, 30.

O adolescente Adham Amara, 17, foi morto próximo à cidade de Gaza, afirma o Ministério de Saúde Palestino. Em comunicado oficial, o órgão também anunciou que Mohammed Sa’ad, 21, morreu após ser atacado por tropas israelenses, antes de os protestos começarem pela manhã.

Ao todo, os protestos na Faixa de Gaza já deixaram mais de 200 mortos pelas forças israelenses. Na manhã de hoje, novos conflitos marcaram o local, onde granadas, explosivos e pneus em chamas foram jogados contra policiais na grade da fronteira. Órgãos oficiais registraram 207 manifestantes palestinos feridos, a grande maioria atingida por bombas de gás.

As manifestações ganharam novo fôlego com a aproximação das eleições israelenses, em 9 de abril. Mediadores do Egito estão trabalhando com o movimento islamita Hamas, que governa a região de Gaza, para encerrar os confrontos no local e convencer o governo de Israel a permitir o tráfego de mercadorias e pessoas na Faixa de Gaza.

“Esperamos concluir as negociações nos próximos dias e atingir uma verdadeira ruptura do bloqueio”, disse o chefe Yehya Sinwar à Reuters, enquanto chegava aos protestos de comemoração da Grande Marcha do Retorno. / Reuters

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