Mais de 5 milhões podem passar fome no Zimbábue, alerta FAO

Relatório de orgão da ONU indica que a diminuição da produção agrícola do país será responsável pela fome

Efe,

18 de junho de 2008 | 14h41

Um total de 5,1 milhões de pessoas correm o risco de passar fome no Zimbábue por causa da diminuição da produção agrícola do país, informou nesta quarta-feira, 18, em um relatório a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A entidade prevê que mais de 2 milhões de pessoas se encontrarão em uma situação de insegurança alimentar entre julho e setembro deste ano. O número aumentará para 3,8 milhões em outubro e que chegará a 5,1 milhões nos primeiros três meses de 2009. Veja também:Presidente sul-africano chega ao Zimbábue para mediar criseMugabe diz que oposição nunca vai governar o Zimbábue Uma população que necessitará de 395 mil toneladas para sua alimentação, assim como azeite e legumes para os grupos mais vulneráveis. A FAO afirma que esta situação se deve à grande diminuição que registraram as colheitas do país por causa, entre outros fatores, do mau tempo, do grande aumento dos preços e da escassez de adubos. A entidade da ONU estima que o Zimbábue disporá de uma produção de cereais de 848 mil toneladas para o período de 2008 e 2009, 40% a menos que o ano anterior, enquanto a produção de milho deste ano foi de 575 mil toneladas, 28% a menos que em 2007.  Além disso, calcula-se que o Zimbábue importará 850 mil toneladas de cereais, o que representa um déficit de 340 mil toneladas, afirma a FAO.  No relatório, a órgão recomenda que tanto o governo do Zimbábue como a comunidade internacional promovam uma produção de alimentos sustentável através da mecanização das fábricas e da criação de infra-estruturas no país.  Eleições Ainda nesta quarta, a secretária de Estado americano Condoleezza Rice pediu que o presidente do Zimbábue Robert Mugabe pare de intimidar a oposição e realize eleições livres e democráticas. "Chegou o momento que os líderes da África devem expressar ao presidente Mugabe que povo do Zimbábue merece eleições livres e justas, e que ele não pode intimidar seus oponentes, nem prendê-los", declarou a secretária. O clima de violência assusta o país, e nas últimas semanas líderes e militantes oposicionistas foram presos por forças de Mugabe. O Zimbábue celebrará o segundo turno de suas eleições presidenciais no dia 27. No primeiro pleito, a oposição venceu.

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