Mais de 50 detidos por distúrbios religiosos no Egito

Autoridades egípcias detiveram 52 pessoas acusadas de envolvimento nos distúrbios que ocorreram durante a semana passada entre muçulmanos e cristãos coptas na cidade de Alexandria, informou nesta segunda-feira a agência oficial egípcia MENA. Os enfrentamentos deixaram duas pessoas mortas. De acordo com a agência, os detidos permanecerão sob custódia durante 15 dias, enquanto os ataques cometidos na sexta-feira passada contra os cristãos que participavam de ofícios religiosos em quatro igrejas de Alexandria são investigados. Entre as acusações contra os detidos estão os crimes de instigação à violência, destruição de propriedades públicas e privadas, resistência à autoridade, obstrução de tráfego e ataques contra templos religiosos, informou a agência. A promotoria geral egípcia continua interrogando outros 50 acusados de participarem dos distúrbios, acrescentou a fonte. A violência religiosa em Alexandria desatou na sexta-feira passada, depois que um "desequilibrado mental", segundo a versão oficial do Ministério do Interior egípcio, matou um cristão e feriu outros cinco em quatro igrejas da cidade, antes de ser capturado pela Polícia. Ele permanecerá preso por 45 dias. No dia seguinte, os coptas (cristãos do Egito) convocaram uma manifestação que terminou em confronto entre cristãos, muçulmanos e policiais. Um muçulmano morreu e mais de dez pessoas ficaram feridas nos distúrbios. A comunidade copta representa aproximadamente 10% dos quase 73 milhões de habitantes do Egito e é considerada a maior minoria cristã do Oriente Médio.

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