Antara Foto / Ahmad Subaidi / Reuters
Antara Foto / Ahmad Subaidi / Reuters

Alpinistas presos em vulcão na Indonésia após terremoto são resgatados

Ao menos 16 pessoas morreram e cerca de 1,4 mil casas foram destruídas pelo tremor, que causou pânico na população

O Estado de S.Paulo

30 Julho 2018 | 02h02
Atualizado 31 Julho 2018 | 07h48

LOMBOK, INDONÉSIA - Um grupo de mais de 500 alpinistas e seus guias foi retirado do vulcão na Indonésia onde estava isolado após deslizamentos de terra provocados por um terremoto registrado no domingo, informou nesta terça-feira, 31, um porta-voz da agência de emergências do país.

No total, "543 alpinistas foram retirados e chegaram ao anoitecer", disse o porta-voz da Agência Nacional de Emergências, Sutopo Purwo Nugroho, acrescentando que "ainda restam seis pessoas (...) que estão sãs e salvas" no Monte Rinjani.

Gusti Lanang Wiswananda, porta-voz dos serviços de resgate de Mataram, afirmou que um alpinista morreu no Rinjani e os seis excursionistas que permanecem no local estão sendo acompanhados por socorristas.

O Monte Rinjani tem 3.726 metros de altura e é o segundo maior vulcão da Indonésia, muito procurado por turistas.

A descida do Rinjani foi possível após os guias encontrarem um caminho alternativo que não foi bloqueado pelos deslizamentos de terra. "Todos estavam cansados, mas em boas condições e foram examinados por nossas equipes de médicos assim que chegaram", disse o porta-voz sobre os alpinistas, incluindo franceses, americanos, alemães, holandeses e tailandeses.

Terremoto

O terremoto de 6,4 graus de magnitude provocou o deslizamento de toneladas de pedras e barro, que bloquearam os visitantes na montanha. As trilhas foram fechadas após o terremoto pelo temor de novos deslizamentos. O abalo principal foi seguido por dois tremores intensos e mais de 100 secundários. Helicópteros, equipamentos de resgate e 165 socorristas foram enviados às encostas do Monte Rinjani, repleto de trilhas populares entre os turistas. 

O sismo de domingo deixou ao menos 16 mortos e mais de 160 feridos. Destruiu centenas de casas e provocou cenas de pânico quando os moradores e turistas correram para as ruas. O epicentro foi situado 50 km ao nordeste de Mataram, a principal cidade da Ilha de Lombok.

O presidente indonésio, Joko Widodo, visitou na segunda-feira as áreas prejudicadas e prometeu fornecer ajuda financeira aos moradores que perderam suas casas na catástrofe. "Devemos ter consciência de que nosso país se encontra no Círculo de Fogo. As pessoas devem estar preparadas para qualquer catástrofe", afirmou ele.

A Indonésia, arquipélago de 17 mil ilhas, fica no Círculo de Fogo do Pacífico, uma região de forte atividade sísmica. O país registra muitos terremotos, a maioria sem provocar vítimas. / AFP, EFE e AP

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