Mais de 500 estudantes são detidos após protestos no Chile

Maior parte foi presa em Santiago; manifestantes chegaram a invadir sede de canal privado na capital

estadão.com.br

04 de agosto de 2011 | 21h52

Estudante é detido por policiais na capital

 

SANTIAGO - As autoridades do Chile informaram que 527 estudantes de 12 cidades foram presos nesta quinta-feira, 4, após protestos pela reforma da educação não autorizados pelo governo. Além disso, 14 policiais ficaram feridos, um deles em estado grave, segundo informações do jornal La Tercera.

 

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O subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, informou que 284 dos estudantes foram detidos em Santiago, a maioria por incitar a desordem, porte ilegal de armas e porte de artefatos explosivos. Ele disse que não lhe foi informado o número de civis feridos nas manifestações.

 

Ubilla ainda disse que a polícia vai atuar em futuros protestos "da mesma forma como fez durante a manhã". "A atuação de hoje mostra que Santiago pode funcionar normalmente" apesar das marchas, completou o subsecretário. Os estudantes agendaram uma marcha para a manhã e outra para a tarde.

 

O governo, porém, não havia autorizado as marchas para evitar danos à propriedade pública e privada, como os provocados em três passeatas anteriores, quando cerca de 80 mil pessoas tomaram as ruas da capital chilena e houve confronto com as forças de segurança. "Tivemos a prudência de respeitar os direitos de expressão, mas há um limite para que um grupo de pessoas não prejudique outras", disse Andrés Chadwick, porta-voz do governo, a uma rádio local.

 

Os estudantes, que protestam há cerca de dois meses, querem reformas constitucionais para melhorar a educação pública chilena e exigem que seja extinta a prática do lucro nas universidades. O governo entregou na segunda uma proposta de 21 pontos para atender às exigências estudantis, mas o projeto foi tachado de "insuficiente" e rejeitado.

 

Televisão

 

Em um incidente isolado em Santiago, cerca de 80 estudantes entraram na sede da emissora Chilevisión com o objetivo de entrar ao vivo e reclamar suas reivindicações. Após negociar com dirigentes, eles tiveram depoimentos gravados que seriam exibidos no telejornal nacional do canal. Oficiais das Forças Especiais chegaram ao local, mas os estudantes deixaram o prédio cerca de 40 minutos depois de entrarem e sem provocar conflitos.

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