AP Photo/Jacques Brinon
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Mais de 500 pessoas morreram em Alepo desde o início das ofensivas do regime

Dentre os mortos, havia 101 civis e ao menos 23 crianças. Operações militares na região causaram a saída de 31 mil pessoas

O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2016 | 14h07

BEIRUTE - Pelo menos 518 pessoas morreram na cidade de Alepo desde o início de uma ofensiva das forças do regime sírio, no último dia 1º, no norte da região, disse nesta quarta-feira, 10, o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abdul Rahman.

Dentre os mortos, ao menos 23 são crianças e 101 são civis. Destes, 89 morreram nos ataques dos soldados do governo, que têm o apoio da aviação russa, e outros 12 foram mortos por grupos armados opositores nas regiões de maioria xiita de Nubl e al-Zahraa.

No lado adversário, foram registradas 169 baixas nas facções rebeldes sírias, às quais se somam 105 combatentes, incluindo estrangeiros, da Frente Al-Nusra e de outros grupos jihadistas que lutam contra as autoridades sírias. No lado governamental, pelo menos 143 soldados e milicianos pró-governo morreram durante as hostilidades.

Durante a ofensiva, o regime - apoiado pela Guarda Revolucionária Iraniana - avançou e recuperou o domínio de vários pontos do norte de Alepo. Além disso, rompeu o assédio de mais de três anos imposto pela Frente Al-Nusra em Nubl e al-Zahraa.

As operações militares provocaram a saída de 31 mil pessoas de Alepo, segundo os últimos dados da Organização das Nações Unidas (ONU). A maioria das pessoas se dirigiu à fronteira com a Turquia, onde aguarda autorização para entrar no país vizinho. /EFE e AFP

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